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O que é o medronheiro

O medronheiro, também conhecido como medronho, é uma árvore peculiar da família das Ericáceas, à qual também pertencem os mirtilos. A espécie mais conhecida, embora não seja a única, é a Arbutus unedo, originária da região mediterrânica da Europa, sendo por isso frequentemente chamada de medronheiro europeu.

Os medronheiros são árvores de porte médio, com uma copa arredondada característica. No geral, são bastante resistentes, embora prefiram solos leves e profundos, além de climas amenos, sem invernos muito rigorosos. No entanto, podem ser encontrados em diversas florestas e serras de Portugal e Espanha.

Se há algo pelo qual os medronheiros são famosos, é pelos seus frutos, que recebem o mesmo nome da árvore. Uma particularidade interessante é que os frutos demoram um ano inteiro para amadurecer, o que faz com que, no outono, seja comum encontrar na mesma árvore tanto flores novas quanto frutos maduros. Em algumas regiões, os medronhos são conhecidos como "bêbados" ou "cabras-bêbadas" devido ao seu teor alcoólico natural. São frequentemente utilizados na produção de bebidas alcoólicas, assim como os abrunhos, usados para fazer pacharán.

Os frutos do medronheiro são bagas de uma cor vermelha intensa com tons alaranjados. São comestíveis e totalmente seguros para consumo, além de possuírem diversas propriedades medicinais conhecidas desde a antiguidade. No entanto, o consumo excessivo pode causar desconforto estomacal.

Além disso, a madeira do medronheiro é altamente valorizada como combustível para forjas, na produção de carvão e para trabalhos em entalhe.

Plantas de medronheiro

Graças ao seu porte compacto, à sua adaptabilidade a diferentes climas e ao facto de ser uma árvore pequena e perene, o medronheiro é ideal para cultivo em pomares, jardins e até mesmo em terraços. No nosso site pode comprar plantas grandes de medronheiro de alta qualidade.

Frutos maduros de medronheiro

História do medronheiro

Devido à sua origem mediterrânica, as primeiras referências a esta árvore encontram-se na cultura grega, onde o medronheiro era conhecido como Andrachne, termo derivado do grego antigo ἀνδράχνη (andrákhnē), que significa "morango silvestre". Esse nome referia-se tanto à árvore quanto aos seus frutos, razão pela qual é conhecido em inglês como Strawberry tree.

Algumas das primeiras menções ao medronheiro surgem nos escritos de Teofrasto, no século IV a.C., e na obra médica "De Materia Medica", do médico e botânico greco-romano Pedânio Dioscórides. Além disso, os frutos do medronheiro são mencionados no livro "Banquete dos Sábios", de Ateneu de Náucratis, onde se descreve que eram tradicionalmente servidos como sobremesa, mas com a advertência de que poderiam causar uma sensação de peso semelhante à do vinho e até dores de cabeça.

Outro importante registro histórico vem de Plínio o Velho, o renomado historiador romano, que mencionou os termos Arbutus e unedo pela primeira vez. Como curiosidade, Plínio já aconselhava a não plantar medronheiros perto de colmeias, pois o mel produzido a partir das suas flores adquiria um sabor amargo.

Os antigos romanos acreditavam que o medronheiro possuía poderes mágicos e que encontrar um ramo com três frutos era sinal de boa sorte. Em muitas culturas mediterrânicas, o medronheiro é visto como um símbolo de prosperidade.

Já no século XVI, o botânico espanhol Andrés Laguna, conhecido como Doutor Laguna, mencionou que os frutos do medronheiro eram consumidos na Espanha, mas também alertou que podiam "provocar flatulências e fortes dores de cabeça".

Durante o Renascimento, o medronheiro tornou-se um símbolo nacional na Itália, pois suas cores — vermelho dos frutos, branco das flores e verde das folhas perenes — representavam a bandeira italiana.

No entanto, há registros ainda mais antigos do que os gregos e romanos. Existem indícios de que o medronheiro já estava presente há cerca de 3.000 anos no sudoeste da Irlanda, durante a Idade do Bronze. Isso levou à teoria de que a árvore seria nativa da ilha. No entanto, estudos genéticos recentes sugerem que os medronheiros foram introduzidos na Irlanda a partir do norte da Espanha, possivelmente trazidos por mineiros que trabalhavam na primeira mina de cobre conhecida no noroeste da Europa, na Ilha Ross, no atual condado de Kerry, durante o Neolítico Final.

O que todas essas crónicas e tradições concordam é que os frutos do medronheiro eram amplamente utilizados na produção de bebidas alcoólicas, evidenciando que, há milhares de anos, o homem já os empregava na fabricação de licores e outras misturas.

Além disso, há referências antigas às propriedades medicinais e terapêuticas do medronheiro. No passado, faziam-se infusões com suas folhas devido às suas propriedades diuréticas e antissépticas. Tanto a casca quanto as folhas eram usadas por seus efeitos anti-inflamatórios e diuréticos. Já os frutos eram empregados na produção de geleias, compotas e conservas.

Dessa forma, ao longo da história, o medronheiro e seus frutos desempenharam um papel importante tanto na medicina tradicional quanto na produção de diversos produtos.

Etimologia de medronheiro (Arbutus unedo)

Hoje, conhecemos a origem de unedo e, provavelmente, de arbutus, mas a origem da palavra medronheiro permanece incerta, e apenas algumas teorias foram formuladas.

Por um lado, Plínio o Velho, foi o primeiro a explicar a etimologia latina de unedo, derivada da expressão unum edere, que significa "eu como apenas um", sugerindo que os frutos do medronheiro não seriam muito apetitosos.

Plínio também é associado ao primeiro uso do termo arbutus, embora essa etimologia não seja totalmente aceita. Em Espanha, existem algumas palavras derivadas do medronheiro, como alborocera, alborzo e algorto, que são raramente utilizadas em regiões como Aragão, Álava, La Rioja e Burgos.

Por outro lado, nota-se facilmente que arbutus não tem qualquer semelhança com as palavras portuguesas medronho e medronheiro, nem com a espanhola madroño. A origem dessas palavras também é desconhecida, mas algumas teorias tentam explicá-la.

O que sabemos é que o termo medronheiro já existia há muito tempo. Em textos andaluzes do século X, encontra-se a palavra matrunyuh, que provavelmente é uma arabização de um termo de origem pré-romana.

A partir daí, surgem duas principais teorias sobre a origem da palavra medronheiro:

A teoria aramaica; Essa teoria baseia-se em uma das características mais marcantes do medronheiro: a coexistência de frutos maduros e flores novas na mesma árvore. Em línguas antigas como o aramaico, essa árvore era chamada "qatel abo", que significa "matador do seu pai", referindo-se ao fato de frutificar e florescer ao mesmo tempo. No Al-Andalus, essa ideia evoluiu para a expressão "aquele que mata a sua mãe", o que pode ter originado o termo medronheiro.


A teoria pré-romana; A teoria mais aceita, formulada pelo linguista Joan Coromines, sugere que o termo pré-romano morotonu, derivado de meruéndano—ainda usado em algumas regiões do norte da Espanha para se referir ao morango silvestre—passou por transformações linguísticas, tornando-se motoroneu, até evoluir para medronheiro ou medronho.

Além dessas, existem outras teorias menos aceitas, como a que sugere que medronheiro deriva da fusão das palavras latinas maturus ("maduro") e annus ("ano"), mas essas hipóteses são amplamente descartadas.

E você, qual teoria acha mais plausível? Agora que revisamos sua história, vamos continuar!

arbutus unedo medronheiro frutos
medronho, arbutus unedo

Habitat e distribuição geográfica do medronheiro

Como mencionado anteriormente, o medronheiro é nativo da região mediterrânica europeia e pode ser encontrado em países como Espanha, Portugal, Itália, Croácia e Grécia. No entanto, também é nativo de outras áreas do Mediterrâneo no Norte de África, como a Líbia e a Tunísia, e da Ásia Ocidental, em países como a Turquia, a Jordânia e o Líbano.

Embora a maioria das pessoas associe o medronheiro à espécie Arbutus unedo, conhecida como medronheiro europeu, existem outras três espécies menos conhecidas, mas também presentes na região mediterrânica.

A mais importante delas é Arbutus andrachne, geralmente chamada de medronheiro grego ou medronheiro oriental. Esse nome se deve ao fato de ser nativo da Grécia, da região do Mar Negro e de algumas partes do Médio Oriente, como a Jordânia.

Menos relevante, a espécie Arbutus pavarii é endémica da cordilheira Jebel Akhdar, na costa da Cirenaica, na Líbia. Os medronheiros dessa espécie são famosos por produzirem um mel valorizado por suas propriedades medicinais, mas com um sabor bastante amargo.

Por fim, a exceção à origem exclusivamente mediterrânica do medronheiro é a espécie Arbutus canariensis, encontrada apenas na região da Macaronésia, principalmente nas Ilhas Canárias. Por essa razão, é conhecida como Medronheiro das Canárias. Diferentemente do medronheiro europeu, sua casca é muito chamativa: em árvores adultas, o tronco é coberto por uma cutícula fina que se desprende facilmente em camadas, lembrando pedaços de papel seco. Esses medronheiros crescem em altitudes entre 600 e 1.100 metros acima do nível do mar, sendo o mais famoso um exemplar centenário localizado no Sendero del Barranco de Ruiz, que atinge 12 metros de altura.

Além dessas espécies, existem algumas hibridações naturais entre os diferentes tipos de medronheiro. Nas Canárias, foi confirmada a hibridação entre A. unedo e A. canariensis, denominada Arbutus × androsterilis. Também há evidências de cruzamento entre o medronheiro europeu (A. unedo) e o medronheiro grego (A. andrachne) na Turquia. No entanto, essas hibridações não possuem grande relevância além do seu interesse botânico.

Características do medronheiro

O medronheiro é uma árvore especial, venerada desde os tempos antigos. Caracteriza-se por sua copa arredondada e porte médio, variando geralmente entre 3 e 7 metros de altura, embora, em casos excepcionais, possa atingir entre 10 e 12 metros. Por isso, é classificado como uma árvore de pequeno porte.

Versátil e resistente, o medronheiro é encontrado em diversas regiões de Espanha e Portugal, desde o sul, como em Doñana (Huelva) e no Algarve, até o norte, em florestas asturianas, onde se abriga nos vales montanhosos, protegendo-se tanto do frio intenso no inverno quanto do calor extremo no verão. Prefere climas de invernos amenos, sem temperaturas de congelamento severas, e costuma crescer em áreas mais resguardadas, como barrancos e encostas semi-sombreadas, evitando a exposição direta ao sol durante todo o dia.

Quanto ao solo, suas exigências são semelhantes às dos frutos vermelhos, como os morangos. O medronheiro prospera em solos leves, bem drenados e com pH ácido. Além disso, também pode ser cultivado em vasos, uma tendência observada nos últimos anos em plantações de mirtilos e outras frutas vermelhas.

Suas folhas perenes permanecem praticamente inalteradas ao longo do ano. De coloração verde brilhante e margens serradas, lembram as folhas do loureiro. No outono e inverno, a folhagem perde um pouco do brilho, mas na primavera e, principalmente, no verão, o medronheiro exibe todo o seu esplendor. Os primeiros brotos surgem por volta da metade da primavera, dependendo do clima local. Inicialmente, as folhas novas apresentam um tom mais claro devido à baixa concentração de clorofila, adquirindo progressivamente o verde intenso característico da espécie.

As flores do medronheiro, de coloração branco-rosada e formato de sino, assemelham-se às do mirtilo e costumam crescer agrupadas em cachos pendentes.

Após a polinização, os frutos começam a se formar, inicialmente com uma tonalidade amarela. Com o passar do tempo, aumentam de tamanho e adquirem a coloração laranja-avermelhada característica dos frutos maduros. O processo de amadurecimento pode levar um ano inteiro, e a colheita ocorre apenas no final do outono, quando os frutos atingem o ponto ideal para consumo.

Flores de medronheiro, arbutus unedo

O medronheiro é uma árvore única, especialmente por sua capacidade de florescer e frutificar simultaneamente, tornando essa característica uma das mais marcantes da espécie. Se pretende plantas de medronheiro de alta qualidade, clique aqui.

Árvore de medronheiro em flor

Propriedades do medronheiro

Desde tempos remotos, os nossos antepassados utilizavam os frutos e as folhas do medronheiro na medicina popular em diversas regiões do Mediterrâneo, reconhecendo suas propriedades antissépticas, diuréticas e laxantes.

Graças às suas qualidades terapêuticas, o medronheiro tem sido empregado na preparação de remédios naturais, principalmente por suas propriedades antissépticas e antidiarreicas. Os seus frutos possuem ainda efeitos adstringentes e nutritivos, embora o consumo excessivo possa causar desconforto estomacal. Além disso, o medronheiro é utilizado como tônico e no tratamento do reumatismo.

Atualmente, com o avanço das pesquisas científicas e o uso de técnicas modernas, sabemos que os frutos do medronheiro se destacam pela elevada concentração de vitamina C e minerais. Sua composição inclui água, açúcares (frutose, glicose e sacarose), ácidos orgânicos, proteínas e diversos minerais essenciais. Além disso, são ricos em flavonoides, taninos, vitaminas (C e E), carotenoides e ácidos fenólicos, que possuem forte atividade antioxidante e oferecem inúmeros benefícios à saúde, como a redução do risco de desenvolvimento de câncer, doenças cardiovasculares e doenças crônicas.

Os compostos antioxidantes presentes nos frutos do medronheiro também demonstraram atividade antimicrobiana, auxiliando na proteção contra microrganismos patogênicos e deteriorantes. Estudos recentes sugerem que a microbiota associada aos frutos do medronheiro (Arbutus unedo e A. andrachne) pode contribuir para o desenvolvimento de novas abordagens para a conservação e preservação dos frutos, reduzindo sua deterioração.

Comparado a outros frutos vermelhos, o medronheiro apresenta uma concentração de compostos fenólicos superior à do morango e da framboesa, sendo apenas inferior à da rosa silvestre.

Outro estudo demonstrou que os frutos do medronheiro são potentes eliminadores de radicais livres e podem ser considerados uma excelente fonte de antioxidantes naturais. No que diz respeito aos minerais, foram identificados 24 tipos diferentes nos frutos do medronheiro, entre os quais se destacam potássio (K), cálcio (Ca), fósforo (P), magnésio (Mg) e sódio (Na), todos essenciais para a saúde humana.

Por todas essas razões, além de serem classificados como bagas, os frutos do medronheiro também podem ser incluídos no grupo dos frutos vermelhos, devido às suas propriedades e benefícios notáveis para a nossa saúde.

Usos e benefícios do medronheiro

Os frutos do medronheiro (Arbutus unedo) podem ser consumidos frescos ou utilizados na produção de diversas iguarias e bebidas. Entre os principais produtos derivados estão vinhos, licores e aguardentes, além de compotas, geleias e conservas.

Além disso, os medronhos podem ser incorporados ao iogurte, seja em pedaços ou como aromatizante, e utilizados como outros frutos vermelhos em receitas de pastelaria, como tartes, recheios e produtos à base de cereais, ampliando suas aplicações culinárias.

Cuidados com o medronheiro

Assim como todas as árvores e arbustos, o medronheiro necessita de cuidados específicos para um crescimento saudável. Durante os meses mais quentes, é essencial garantir regas frequentes para evitar problemas no seu desenvolvimento. O cultivo em meia-sombra é o mais indicado, evitando a exposição direta ao sol ao longo de todo o dia.

Outro cuidado fundamental é a poda, que desempenha um papel essencial na manutenção da árvore. A poda adequada ajuda a equilibrar a copa e o sistema radicular, além de permitir uma melhor circulação de ar e penetração da luz solar, promovendo a eliminação de ramos mais antigos.

Além disso, a poda contribui para manter a forma arredondada característica do medronheiro, símbolo emblemático da Comunidade de Madrid.

Usos y utilidades del madroño, bizcocho.

Preparado e escrito sem recurso a inteligência artificial por Adrián García Villar, Engenheiro Agrónomo pela Universidade Politécnica de Madrid (UPM). Vogal n.º 215, Colégio Oficial de Engenheiros Agrónomos do Principado das Astúrias (COIASTUR).


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Bibliografia consultada:

Benkovic, Vesna & Tkalčec, Ines & Horvat Knežević, Anica & Jurica, Karlo & Knezević, Fabijan & Brčić Karačonji, Irena & Kopjar, Nevenka. (2024).

Jurič, Andreja & Gašić, Uroš & Brčić Karačonji, Irena & Jurica, Karlo & Milojković-Opsenica, Dušanka. (2018).

Martins, João & Pinto, Glória & Canhoto, Jorge. (2018).

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